segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Hiroshima 67 anos.

Dia 6 de Agosto de 1945, ocorreu o primeiro bombardeio nuclear da história, a bomba "little boy" explode a 600 metros do solo japonês, matando instantaneamente cerca de 80 mil pessoas.

Após a explosão, ergueu-se um clarão, e uma nuvem escura de detritos, que precipitou na forma de uma chuva, com gotas do tamanho de uma bola de gude, de material pastoso e escuro. Cerca de 300 mil pessoas morreram em consequência do ataque.

A Bomba

A Mk l ''little boy", tinha 3 metros de comprimento 71 cm de largura, pesava 4400 Kg.

Little Boy

O funcionamento da bomba fundamentava-se no princípio de reação em cadeia e a fissão nuclear do urânio-235, onde um nêutron atingia um núcleo de urânio, esse se dividia em 2 outros núcleos, e mais 2 ou 3 neutrons, que atingiam outros nucleos, e assim por diante.

A estrutura básica da bomba era a seguinte, na parte de trás da bomba, ficava um cilindro com 26Kg de urânio, e da ponta um "alvo" com mais 38 Kg de urânio, o que não é muita coisa, é pouco mais de 1% do peso total da bomba!
O mecanismo de detonação funcionava como é demonstrado na figura ao lado, a carga de urânio da parte de trás é lançada como um projétil de um revólver, com a ajuda de uma carga de pólvora, o projétil atinge o alvo de urânio na ponta, e desencadeia a fissão nuclear.

A destruição causada foi equivalente a de 15 mil toneladas de TNT.

A destruição


Autor: KIYOYOSHI Gori Hiroshima 1 hora após a bomba
Como era de se esperar, os estrago foi grande. Devido a grande quantidade de construções de madeira (aquelas tradicionais japonesas), a cidade ardeu em chamas, grande parte das mortes se deu devido as queimaduras intensas, pessoas entravam nos rios na esperança de amenizar a dor.

A destruição patrimonial foi grande, as fotos abaixo mostram a área próxima ao "ground zero", 
antes e depois da explosão.


Antes
Depois
         


Tstomu Yamaguchi (山口彊 Yamaguchi Tsutomu) (16 de março de 1916 — Nagasaki, 4 de janeiro de 2010) é um japonês que sobreviveu aos dois bombardeios atômicos sofridos pelo Japão ao fim da Segunda Guerra Mundial, em Hiroshima e Nagasaki. Apesar de se saber que em torno de 160 pessoas atingidas pelos dois bombardeios sobrevivevam, Yamaguchi é o único japonês reconhecido oficialmente pelo governo japonês como sobrevivente dos dois bombardeios atômicos.
Yamaguchi se encontrava em viagem de negócios em Hiroshima na manhã de 6 de agosto de 1945, quando a cidade sofreu o primeiro bombardeio atômico da história. Ferido e com queimaduras na parte superior do corpo, ele passou a noite num abrigo antiaéreo da cidade e, no dia seguinte, voltou para procurar um melhor tratamento na cidade onde morava, Nagasaki. Três dias depois, em 9 de agosto, ele sofreu novamente as consequências de um segundo bombardeio atômico, sobrevivendo mais uma vez. Tsutomu morreu aos 93 anos de idade, vítima de um cancêr no estômago.
Relatos

“Parecia o fim do mundo”, relembra Tieko. Por sorte ela não sofreu ferimentos graves na queda do ginásio e levou a amiga para fazer curativos. À medida que se aproximava do hospital, ela observava mais e mais vítimas. “Muitos estavam desfigurados pelas queimaduras, com pedaços da pele do rosto e dos braços pendurados, pedindo ajuda, pedindo um gole de água” Tieko Kihara.
“Quando a bomba explodiu, eu tinha 21 anos e era um soldado da polícia de Hiroshima. Estava a 1.300 metros do epicentro da explosão. Se meu uniforme fosse feito de um tecido menos resistente, teria morrido queimado. As lembranças que tenho daquele dia são horríveis. Pessoas com os cabelos queimados e as peles penduradas pelos dedos, agonizando de dor, pulavam no rio para tentar aliviar as queimaduras. Só que acabavam morrendo afogadas. Depois de certo tempo, o rio estava coberto por cadáveres. Muitos corpos também foram encontrados nos tanques de água da cidade, que serviam para apagar os incêndios causados pelos bombardeios. O cheiro era insuportável. Todos gritavam. Um colega meu, que esteve nos escombros do epicentro da bomba à procura de seus pais, disse que chegou um ponto onde não havia onde pisar, senão em cadáveres" Takashi Morita.

Mais relatos aqui.

Fotos: Wikipedia.

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